2700 famílias do Minho sem subsídio

Há mais de um ano que mais de duas mil famílias do distrito de Braga com filhos menores portadores de deficiência não recebem da Segurança Social o subsídio de educação especial. Ao que o CM apurou, há no Centro Distrital de Braga da Segurança Social quase 2700 processos à espera de uma aprovação que tem de acontecer todos os anos.

O subsídio, num máximo de 293 euros, destina-se ao apoio de famílias com baixos rendimentos e cujos filhos carecem de apoio educativo especial. "O meu filho tem piorado imenso. Tem 17 anos e está apenas no 8º ano porque sofre de transtorno de pânico. Quando não é acompanhado pelos psicólogos da clínica, nem sai de casa", disse ao CM Carla Barros, residente em Fafe e mãe de três filhos, dos quais dois, o Paulo, de 17 anos, e a Cristina, de 11, são portadores de deficiência.

O mesmo acontece com Fátima Martins, cujo filho Eduardo, de oito anos, só consegue concentrar-se na escola quando medicado. "Se não tomar os medicamentos, os professores não conseguem aguentá-lo", diz a mãe, cujo rendimento mensal é de 274 euros. Paulo Alves, de Fermentões, Guimarães, tem problemas de audição, assim co-mo a mulher e os filhos: a Mariana, de dez anos, que frequenta uma escola em Braga, e o Afonso, de dois anos, que não pode passar sem as sessões semanais de educação especial. "Ele está na idade em que sendo bem acompanhado pode melhorar. Se deixarmos passar esta fase, pode ser tarde demais", diz Paulo Alves, desempregado.

O Centro Regional de Braga da Segurança Social explicou ao CM que os processos não foram despachados "por não ter sido constituída a tempo a equipa multidisciplinar" que tem por missão a análise de todos estas situações.

 

Data da Noticia: 

Segunda, 11 Junho, 2012