Gontim



Localização

Gontim Fafe
Portugal
41° 31' 40.944" N, 8° 6' 13.4136" W

Gontim é uma freguesia portuguesa do concelho de Fafe, com 5,68 km² de área e 89 habitantes (2011). Densidade: 15,7 hab/km².

Em 2001: 127 habitantes. Densidade: 22,4 hab/km².

É onde se encontra o Alto de Morgaír, o ponto mais alto do Concelho de Fafe, com 894 m de altitude, onde se localiza a nascente do rio Vizela.

 

"Um 'paraíso' a descobrir.

Gontim ou "Villa Guntini", como se denominava no ano de 747, é sem dúvida, um dos últimos "paraísos" naturais do concelho de Fafe, que apesar da sua desertificação, continua à espera de um melhor aproveitamento dos seus recursos naturais.

Falar de Gontim, é falar da sua história, onde as lendas se confundem com as estórias e a realidade. As duas construções megaliticas do monte do Fojo, comprovam que a freguesia teve uma importante ocupação pré-histórica, levando os historiadores a equacionar as raízes desta freguesia que se situa a 700 metros de altitude no extremo norte do concelho de Fafe. Entre as muitas lendas que se contam, recorde-se a que se refere à morte dos mais velhos. Conta a lenda que era costume levar os idosos, que estavam a morrer, para o Vale da Ribeira Velha, junto ao Alto de Morgair, onde os deixavam a morrer.

Próximo do alto de Morgair (ponto mais alto de Fafe), nasce o Rio Vizela e, também aí se podem observar um fojo medieval e fossos de cavalos na terra para a caça aos lobos.

Do ponto de vista religioso (povo extremamente crente), lembre-se que a Igreja de Santa Eulália (Padroeira da Freguesia), foi em tempos remotos vigairaria anexa à abadia de S. Clemente de Basto.

Com apenas um lugar (que tem o nome da freguesia), Gontim só pertence ao concelho de Fafe, a partir de 6 de Novembro de 1836. Até então era pertença ao concelho de Guimarães.

Quem sobe a Gontim, desfruta das mais belas paisagens naturais das serras de Fafe. Apesar da "civilização", a freguesia, mantém, ainda todos os traços de ruralidade que lhe dão uma beleza singular, capaz de cativar os menos insensíveis por estas coisas da natureza.

No entanto (há sempre um senão), a "freguesia-lugar", tem ainda algumas deficiências a nível de infra-estruturas, necessitando de um maior investimento autárquico para a dotar de uma melhor qualidade de vida das suas gentes. Gente trabalhadora, essencialmente agrícola que faz do "campo" o seu principal meio de subsistência. E, é de agricultura de subsistência que falámos. As explorações são pequenas e mal dão para o sustento de quem as trabalha. "A maior parte do povo já não está para sujar as mãos a trabalhar a terra", diz-nos um dos habitantes mais velhos da freguesia que fez questão em afirmar que é um dos primeiros assinantes do jornal "Correio de Fafe".

Mas, se a "terra é má", a gente é boa. As dificuldades de interiorização, são superadas pelos grandes espírito de trabalho e companheirismo, numa terra onde toda a gente se conheçe e cada um está sempre pronto a ajudar o outro. É com este espírito que o dia a dia vai passando (lentamente) em Gontim.
in Terra Viva, 2001 (Jornal Correio de Fafe)

 

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